quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Lembranças, presentes e cartas
Hoje, ao fim da tarde, caminhando pela praia lembrei-me de uma conversa que tive com um amigo meu, sobre um triste aniversário que ele tivera.
Acontecera quando tinha nove anos, completaria dez. era um menino pobre, nunca teve uma festa de aniversário antes. Mas aquele ano iria ser diferente, sua mãe comprara o bolo e convidara os parentes, aquele  menino que não precisava de muita coisa para ser feliz teria uma festa!
Sua mãe contara a ele um dia antes de seu aniversário. Ele explodira de alegria. Até seu pai, caminhoneiro, trabalhava todos os dias, estaria lá.
Eu, sentado na areia da praia, com um nó na garganta e lágrimas nos olhos, sinto que terei de me esforçar muito para terminar de contar essa historia.
A noite, o menino não conseguia dormir, a felicidade era imensa, pela primeira vez ele teria uma festa, ele não imaginava como seria.
Mas a felicidade acabou com batidas fortes e apressadas à porta. Era seu tio, que, com lagrimas rolando pelo rosto, avisara que o pai que o menino tanto amava havia falecera em um acidente.
Ele não acreditava. Ninguém acreditava. Como isso acontecera? Como pudera um dia inteiro de alegria acabar em um minuto?
Mas aconteceu exatamente isso. Um buraco na estrada ajudara a caminhão de seu pai a capotar em uma curva fechada. Junto ao pai, seu tio encontrara uma carta e uma caixa embrulhada em papel de presente.
Ele abrira a caixa, nela havia um pequeno caminhão de brinquedo. Mas na carta, o que seu pai escrevera nela?
Nem ele sabe. Quando conversávamos a carta ainda estava fechada, ele não teve coragem de abri-la. Disse-me que abrirá na hora certa. E assim essa carta trouxe a memória um dia tão triste como aquele.

Jean Marcos da Silva Pereira - 8ª B

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página