sábado, 27 de agosto de 2011

A triste dor da solidão.

Em uma janela
Como outra qualquer
Encontrava-se um garoto...
Que todos o olhavam
Mas em sua face podia se ver
A tristeza gerada por algum motivo
Que no qual
Fora devastador
Para o seu pobre e ingênuo coração

Garoto que não sofrera muito do destino
Nem obtivera muita experiência em sua vida
Pois o tempo não permitira.

Só uma certeza rondava em seu coração
De que, tarde, chuvosa, e triste como aquela
Ele nunca outrora havia vivido

Motivo?
Seu coração havia sido esmigalhado,
Humilhado, rasgado, tomado de si próprio!
Por quem?
Um ser, que aos seus olhos
Aparentava angelical.
Mas como sempre se sabe
Quando se ama, a pessoa amada
Torna-se indescritível, especial.

Mas logo após todo esse encanto acabara.
Que depois de prometer coisas possíveis e impossíveis
Aos olhos humanos
No final só o magoou...
O desprezou, o maltratou.
Deixando apenas marcas de dor, e solidão
 Solidão de tê-la perdido
E nunca mais ter a oportunidade de
 sentir seus lábios juntos aos seus;
de nunca mais sentir seu corpo junto a ele.
Solidão que nem a pessoa mais miserável de alma,
Deveria ter  a chance de experimentar.
Também deixou a marca do ódio
Porém, não dela, pois mesmo depois de tê-lo feito sofrer
Ainda sim a amava.
Mas ódio das promessas não cumpridas,
De palavras majestosas e grandiosas,
Que no final acabaram tornando-se
Palavras de miséria, de injustiça.

Em seus pensamentos
Vinham as mesmas perguntas...
“Como pude deixar isso acontecer-me?”
“Onde estava com a cabeça?”
“O que farei para esquecê-la?”
Mas as respostas fugiam de sua mente
Como balas, que quando atiradas
Por uma metralhadora
Correm desesperadamente para um alvo.
Sem o qual o atirador não sabe.

Mas quem olhava não podia compreendê-lo
Pois somente que já
Havia vivido tal situação
Saberia da dor que estava cravada em seu peito
Desesperado
Seu único meio de distração
Era olhar a paisagem que o rodeava
Só assim obtinha forças
Para pensar em alguma maneira
De esquecê-la.
Somente assim...

                                                             Fernanda Rodrigues Machado - 8ªA

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