quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Limpeza invisível

Tica, uma zeladora de minha escola, que era caprichosa na limpeza das salas de aula, responsável, chegando sempre no horário, muito divertida e também alegre.
Eu notava que ela era invisível para as pessoas e até mesmo para mim que sempre a observava e sentia na pele a sua “invisibilidade”, pois a maioria de meus colegas passava por ela sem olhar na cara e muitas vezes ainda jogando lixos no chão pensando ser sua obrigação varrer.
Nós entrávamos na sala de aula e não tinha como não notar a limpeza, o cheiro agradável e a arrumação das carteiras, mas mesmo assim não dávamos a mínima para quem deixou daquele jeito, até por que depois de algumas horas a sala iria estar toda revirada com coisas que ela e suas companheiras de trabalho iriam ter que limpar novamente.
Foi com essas observações acima que comecei a refletir e a dar um grande e alegre “bom dia” e até a cumprimentá-la pela mão, percebi que ela gostou e ficou toda convencida, mas não adiantava a minha ação somente, era preciso uma conscientização maior e mais abrangente, foi a partir desse ponto que decidi conversar com o professor, que atendendo meu pedido, comentou em sala sobre o assunto “gente invisível”, alguns alunos “abriram os olhos” e começaram a ser mais gentil, pois elas (zeladoras) também são gente como nós, mas outros nem se sensibilizaram com o assunto proposto.

Samuel Marques - 8ªB

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